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Com certeza todo mundo que se relaciona da alguma forma com o Streetwear conhece a SUPREME. Uma marca que nasceu a 25 anos em NY pela mãos de James Jebbia e que se notabilizou ao longo de sua trajetória por ser extremamente exclusiva, produzir quantidades pequenas de suas peças e fazer colaborações com marcas e pessoas famosas.

Nos idos de sua criação era uma marca underground, conhecida e direcionada principalmente aos skatistas. Hoje é completamente “mainstream” , apesar de continuar muito limitada, a logo vermelha que estampa suas peças é conhecidíssima ao redor do mundo.

Famosa Logo da Supreme. Hoje motivo de briga internacional.

Desde 2015 a Supreme NY briga com uma espécie de “alter ego” conhecida como Supreme Italia. Um empresário italiano chamado Michele di Pierro, criou a versão “fake” da marca na Europa, registrou marcas por variações do logotipo SUPREME em dezenas de países desde então, forçando a empresa americana a enfrentá-lo nos tribunais pelo registro da marca.

Mais do que apenas causa uma dor de cabeça para a Supreme de James Jebbia, a versão italiana promoveu ações audaciosas como uma collab, imagem só, com a Samsung!

Apresentação da Collab Samsung x Supreme Italia.

Tem mais, várias lojas foram abertas pelo mundo, principalmente Europa e Ásia, a mais recente delas em Shangai. Uma MEGA STORE com direito a pista de Sakate e tudo! OMG

Mega Store da Supreme Italia em Shangai.

Entre idas e vindas nos tribunais, a briga entre as marcas já dura mais de 3 anos. A supreme NY chegou a ganhar a causa, que questionava além do uso do nome, também a propriedade intelectual pois os produtos eram idênticos. Contudo em 2018 numa reviravolta digna de cinema, com um pedido formulado por terceiros para que a European Union Intellectual Property Office (EUIPO) revisasse o pedido de resgistro da Supreme, foi então que o órgão alegou que “Descritivo, laudatório e carente de caráter distintivo e, portanto, inelegível para proteção de marcas”, conforme o artigo publicado pelo The Fashion Law. Assim, segundo advogados já se pronunciaram, de acordo com o chamado “princípio da territorialidade”, um logótipo só goza de proteção onde é registado como marca. Então segue a briga, pelo menos fora dos Estados Unidos.

Supreme Italia segue legal, pelo menos fora dos EUA.

Na visão de di Pierro ele não está fazendo nada de errado. Enquanto durarem as discussões sua marca seguirá produzindo (se “inspirando” por assim dizer) e surfando na onda criada pelo rival norte-americano Jebbia.

Para os consumidores, e não são poucos, a Supreme Italia satisfaz o desejo fugaz de ter uma peça da marca vermelha famosa, mais acessível e barata, mas que no fundo mesmo não espanta a certeza de que apesar de parecidas as semelhanças param no capítulo 2, da mesma forma do que um anel de cristal pode ser confundido com um diamante, mas o tempo faz com que aos poucos o que parece ser na verdade nunca foi (profundo)!

De outro lado, na sincera opinião desse que vos escreve, acho que essa história só fortalece a Supreme NY como marca. Aquilo que não é admirado não é copiado. Vamos ver onde tudo isso vai dar.

FONTES: HIGHSNOBIETY, WALL STREET, FFW UOL

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