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o Domínio da Disney na bilheteria mundial é algo notável e até certo ponto “assustador”.  O público mal se recupera de um sucesso, já embarca em outro, como na recente experiência de Vingadores: Ultimato. Mas o que muita gente ainda não se deu conta é que grande parte da cultura pop hoje pertence a basicamente uma só empresa.

Não é que a Disney tem nos apresentado algo ruim, muito pelo contrário. Conseguiu fazer do desacreditado Alladin em um sucesso de bilheteria, e mesmo O Rei Leão que dividiu os fãs, parece ter ido muito bem, visto que já faturou o seu bilhão. Então qual o problema? Na realidade ainda é cedo para dizer se realmente temos um problema.

Talvez demore para percebermos que o controle da Disney sobre a cultura pop é prejudicial para o segmento como um todo. Vejamos o que hoje está sob controle do Mickey: Star Wars (filmes e séries), Marvel, Fox (incluindo os personagens da Marvel e a Fox Searchlight), Pixar e, claro, os Originais Disney. Tudo isso é grande parte de tudo que consumimos hoje em termos de cinema, sem contar a Disney+, plataforma que promete concorrer com a Netflix com séries e produções originais.

É visível como esse império tem guiado nosso consumo de entretenimento, e isso promete se intensificar ainda mais daqui para frente. Será que essa concentração é boa para a indústria e para o público? As mesmas mentes desenvolverão as histórias que gostamos de assistir, personagens que cultuamos como ídolos, franquias que acompanhamos como sectos. Absolutamente tudo estará debaixo do mesmo guarda-chuva. E como nem tudo é acerto, casos como o de Blade Runner 2049 mostram que devemos ter cuidado. Pensando assim, o recente divórcio com a Sony que rendeu a saída do Homem-Aranha do UCM possa ter até sido boa.

As outras empresas também prometem não sentar e assistir tudo isso acontecer. A Netflix está investindo pesado em futuras produções de blockbusters e deve apostar na quantidade para tentar continuar relevante. Quem sabe um concorrente ao Oscar com O Irlandês, que chega ainda esse ano na plataforma? Aliás, é bom lembrar que o serviço de streaming da Disney ainda sequer foi lançado, mas muitos já consideram como um promissor líder do mercado.

No final das contas o que importa é a escolha do público. As bilheterias são parte de um mercado muito maior, que visa estar em todos os formatos: em tablets, celulares, computadores e smart tvs. Mas o público ainda mantém o poder de escolha, e, é bom lembrar da máxima de que quantidade não qualidade. Blockbusters seguidos não garantem qualidade, pior a concentração e falta de concorrência pode esvaziar a vontade de fazer algo de mais relevância. Esperamos que isso não aconteça.

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