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Há alguns anos atrás você com certeza ao pensar em marcas como Gucci, Dior, Chanel e todas aquelas que pertencem ao mercado de roupas de luxo, logo pensava em roupas de alta costura, mais sérias, cheias de glamour e sem aquele toque irreverente e descolado que os jovens amam. Acertei?

Campanhas publicitárias de Chanel, Gucci e Christian Dior nos anos 80.

Pois é, mas como tudo na vida necessita se adaptar ao cenário atual e aos novos consumidores que surgem, o streetwear e a cultura hype, idolatrada pelos jovens, impuseram às marcas de luxo a necessidade de se reinventar e começar a atender a essa demanda dos sedentos por moda e por peças exclusivas das tão famosas marcas de High-End.

O streetwear tem sido visto como uma transformação da moda contemporânea, impulsionado pelas gerações Z e Millennials que tem consumido avidamente essa parte do mercado da moda. Sempre atentos a tudo que acontece na cena e no mundo, e em busca de itens exclusivos e do pertencimento a um grupo que partilha dos mesmo gostos, desejos e valores.

Geração Z e Millenials no streetwear

Com um grande foco voltado para o streetwear presenciamos momentos até então nunca esperados como o caso da Supreme (percursora do movimento na década de 90) assinando parceria com a mais renomada maison francesa, Louis Vuitton, para desenvolvimento de peças exclusivas de sua collab. 

Novas marcas dentro do mercado de luxo começaram a aparecer, como a Off-White do Virgil Abloh e Heron Preston, que carrega o nome do designer. Fundadas com foco total no streetwear e no desenvolvimento de um design rico em simbologias da cultura e do espaço urbano.

E foi aí que presenciamos o momento que se tornou crucial a transformação. As marcas de luxo, que até então andavam atreladas ao clássico e eram vistas em um patamar longe do alcance dos jovens começaram a se transformar e ganhar espaço em letras de rap e a cair no gosto dos influenciadores digitais.

Marcas clássicas como a Gucci enxergaram uma oportunidade de se reinventar focando seu mercado para a Geração z e Millenials. Com o desenvolvimento de coleções mais focadas nos jovens, misturando criatividade, tecnologia e arte, colaborações e além de tudo o desenvolvimento de peças que caíram no gosto destes, como as T-Shirts com o logo clássico estampado no peito, os Dad Shoes e peças com pegada mais esportivas. E por incrível que pareça em 2018, 62% das vendas da marca foram destinadas a pessoas com menos de 35 anos.

Dad Shoe Gucci FlashTrek

Se hoje os Millenials já correspondem a 32% dos consumidores das marcas de luxo, até 2025 esse número chegará facilmente na casa dos 50%. Mas a grande questão do momento é voltar os olhares para a Geração Z, uma versão mais atualizada dos Millenials, mais extravagante e muito mais antenada em tudo que rola no universo digital.

É preciso se reinventar a cada dia, para poder conquistar e fidelizar esse novo grupo de consumidores exigentes, e encontrar um equilíbrio dentro do mix de produtos para não perder os antigos, fiéis ao clássico. Mas, será que as marcas estão preparadas, para trazer, cada vez mais, novidades que surpreendam e rompam com as grandes expectativas desse novo público antenado e sedento pelo mundo fashion?

Seguimos aqui de olho em como esse novo momento vai marcar e transformar esse novo capítulo da história da moda.

Giuli Ciuffo

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