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Maud Wagner, a primeira tatuadora da história

Olá pessoal, essa semana resolvi trazer aqui um assunto do meu cotidiano, pra quem ainda não sabe eu sou tatuadora e trabalhar com isso me trás vários vieses e possibilidades. Mas hoje gostaria de falar sobre o cenário feminino no mundo da tattoo.

É incrível perceber que cada vez mais o mundo da tattoo vem trazendo em suas características referências femininas, mas o mercado ainda deixa muito a desejar quanto ao respeito às mulheres que se unem nesse contexto adverso.

Claro que, com tudo o que presenciamos e reconhecemos como mulheres, seria inevitável dentro de diversas áreas encontramos esses resquícios da cultura machista, mas é importante não romantizarmos a profissão de tatuadora e sempre que possível relembrar de onde viemos, por onde já precisamos passar assim como onde estamos e onde ainda podemos chegar.

As mulheres estão cada vez mais ocupando espaços, que há anos, eram dominados pelos homens, porém, há espaços onde a maioria não reconhece isso. No contexto de ser mulher tatuadora, percebo o quão machista foram os caminhos que passei para estar onde estou hoje, onde situações de busca por conhecimento dentro da profissão, muitas vezes eram confundidas por “ser mulher”. 

Hoje tenho 26 anos e estou tatuando à 3 anos com meu estúdio próprio a 2, acho importante ressaltar a batalha acometida pelas mulheres para se inserirem como pessoas potencialmente talentosas nos estúdios e no mundo da arte num geral.

Muitas das mulheres artistas que conheço assim como minha sócia, trazem consigo histórias de dificuldade no início dessa carreira muito diferentes das dificuldades masculinas, onde nosso potencial era testado a todo momento junto com a questão de aturar tatuadores assediando ou fazendo piadas machistas. 

Ser artista, produzir conteúdos relevantes para o mercado já é algo extremamente difícil no cenário atual, porém quando acompanhado de medo, sentimentos de descrença potencial da capacidade de sermos boas, junto com as situações de nosso sucesso ser atrelado ao fato de “ser bonita ou não”. Porque além de tudo o que nos acompanha muitas das vezes é o medo ao atendermos homens, onde muitas das vezes nos fazem sentir vulneráveis e submeter a comentários ou questionamentos de incapacidade.

Mesmo com tudo isso o cenário feminino no mundo da tattoo está cada vez maior e acredito que com um potencial completamente inovador, o qual já possibilitou diversas formas novas de vermos a tattoo, sejam com categorias novas de tattoo, sejam em espaços completamente inclusivos para esse público.

Sou completamente apaixonada pela minha profissão e se for falar do meu amor por ela aqui vou acabar fazendo mais um texto, então quem sabe no próximo não continuamos falando sobre isso?

Se você é mulher e sonha em ser minha colega de profissão o que posso deixar como conselho para você é: acredite no seu potencial e fortifique todos os dias a sua intuição feminina, esses certamente são os nossos diferenciais como artistas e que possibilitam que nossa arte seja sempre um tanto sensitiva e inovadora.

Vejo vocês no próximo texto! 

Beijos Gi ❤️

 

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