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Oi gente, estou de volta e como prometido no meu último texto, hoje o papo continuará sendo sobre a tattoo mas mais como um local de encontro pra mim, sobre ser autônoma e trabalhar em algo que amo tanto.

Bom queria começar falando que você está onde deveria estar, independente de ser um trabalho que você odeie ou se já teve a sorte de estar trabalhando com algo que sente ser seu propósito. Acredito muito que tudo é sim experiência e que hoje só estou a onde estou graças às experiências ruins que tive também, os lugares que tive que trabalhar e iam contra o que eu acredito, até a experiência de morar em outro país onde nada dava certo e não conseguia nenhum tipo de emprego.

Tudo me moveu até aqui, foi quando nada me deixava satisfeita, nada se alinhava ao que eu acreditava, nada fazia minha alma vibrar, os cursos da faculdade que eu fazia e nunca pareciam estar me levando pro lugar onde eu acreditava que deveria.

Acho que isso é propósito, não acho que esteja diretamente atrelado a uma profissão, acho inclusive que na maioria dos discursos isso traz ao leitor uma obrigatoriedade de encontro profissional, um sentimento meio abusivo até de insatisfação e consequentemente de incapacidade, e não é isso. Pra mim propósito está ligado a algo que faça a nossa alma vibrar, seja por acordar todos os dias e se dedicar a fazer o bem para alguém que amamos ou seja por um encontro profissional como estou linkando aqui hoje, mas certamente todos temos um propósito de vida, estamos aqui por alguma razão maior e pode sim não ser algo missionário o que não faz de ninguém “mais elevado” ou não, é sobretudo ter um motivo, ter um sentimento de dedicação por algo nos nossos dias, nem que seja algo interno da gente com a gente mesmo, sabe?

O que eu sinto nessa questão que pra mim é também a minha profissão, é que tudo que eu fazia me levava a algo muito maior, onde de certa forma eu sentia que havia algo que eu precisava descobrir e fazer para o bem de todos a minha volta. E quando isso aconteceu cada vez mais eu comecei a descobrir questões internas minhas que me levavam a mais outros diversos caminhos que eu nunca imaginava que existiriam, pois o autoconhecimento é muito isso, é um caminho sem volta a partir do momento que escolhemos abrir a portinha do autoconhecimento, pode ter certeza que haverá mais cinco portas e depois mais dez e assim consequentemente. E isso é lindo, nós somos preenchidos de alma e energia, não seríamos nada sem isso e a partir do momento que nos dedicamos a descobrir o que faz a nossa alma vibrar, tudo muda.

Não é fácil, não é romântico como na maioria dos livros de autoajuda retrata, mas é gratificante demais. 

Hoje com 3 anos trabalhando no que eu faço eu sinto como se nada seria possível sem tudo que veio antes, todos as terapias alternativas que fiz e escutava que deveria trabalhar com as mãos, todos os retiros espirituais onde imersa eu sentia que precisava potencializar coisas nas vidas das pessoas através da arte, o reiki que hoje também é meu trabalho e surgiu em momentos assim de conexão com o meu próprio corpo, tudo isso faz parte de quem eu sou, e isso é como encontrar partes de nós que não conhecíamos antes e saber que sem esse reconhecimento não seríamos nós.

É um caminho sem volta como falei ali em cima, mas é um caminho onde todos os dias podemos viajar e descobrir lugares antes nunca vistos bem dentro de nós, é se abraçar com carinho e saber que ta tudo bem as coisas acontecerem no tempo que for e que se amanhã não for nada disso, também será um início.

Sobretudo é querer matar uma sede constante e a cada descoberta dar um gole em vida e se sentir incrivelmente banhado por um sentimento de gratidão mesmo, a tudo que nos cerca e ao privilégio de estarmos vivos.

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