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Uma jovem Madonna, ainda sem a projeção de Diva Pop e um artista que desafiva os estereótipos – Jean-Michel Basquiat.

Pouco se fala desse romance entre duas figuras tão importantes para a cultura pop, mas verdade é que eles viveram um amor, que inclusive está registrado na mostra: Jean-Michel Basquiat – obras da coleção Mugrabi.

Um artista criado nas raízes do grafite do Brooklyn, Basquiat ganhou a admiração e reconhecimento do mundo artístico por seus trabalhos em artes plásticas, pinturas e esculturas, numa linguagem bem urbana e numa forma de expressão chamada “primitivismo intelectualizado”. Basquiat foi um fenômeno, assim como Madonna, mas em tempos e mundos diferentes.

A cantora, que era uma espécie de musa pós´-moderna de Basquiat, depois da sua morte em em 1988, com apenas 27 anos, vítima de uma overdose de heroína, construiu uma carreira sólida na música, se tornando a rainha do Pop.

Quando se conheceram, Madonna e Basquiat, viviam suas aspirações da arte que produziam. Ele um artistas já consagrado e no epicentro da elite social e artística, usando a arte para fazer sua contestação sobre os padrões e ativistos como racismo e preconceito. Dividia os holofotes com Andy Warhol, outro expoente da época.

Madonna estava iniciando a carreira, com o lançamento do seu primeiro álbum justamente durante seu relacionamento com Basquiat. “Lembro-me de levantar no meio da noite e ele não estaria na cama deitado ao meu lado; ele estaria de pé, pintando, às quatro da manhã, tão perto da tela, em transe. Fiquei maravilhada com isso, que ele trabalhava quando se sentia emocionado. ” Essa inspiração sobre o amado fez com que Madonna endentesse o caminho que deveria trilhar para chegar ao sucesso, bem como os extremos que essa jornada cobra.

Como uma história pouco contada, não se tem certeza de quando começou o romance, mas pelos registros estima-se que tenha sido por volta de 1982, ou seja, bem jovens e com um espírito livre. Basquiat tinha 21 anos e Madonna 24. Já nessa época o vício em heroína era latente no artista. 

Conhecido como L’Enfant TerribleBasquiat desafiava as regras, padrões e se tornava a cada dia mais encantador. Não a toa, acabou por encantar a jovem Madonna Louise Veronica Ciccone, e a levou para o centro da cultura de Nova Iorque. Foi a partir daí que Madonna começou a construir sua imagem de reckless e montou um cenário que a levaria ao estrelato, mas sem o seu parceiro.

A divulgação de detalhes do relacionamento nunca agradou à Madonna, mas depois de anos sem se pronunciar, ela finalmente deu detalhes sobre a sua relação com Basquiat. 

Embora ele a amasse, o vício ficou maior que o amor e acabou por interromper não só o affair, mas a história do jovem artista. O romance terminou antes da morte de Basquiat e foi traumático. Quando o relacionamento acabou, Basquiat pediu as do volta todas as pinturas que havia dado à ela e as cobriu com tinta preta, para nunca mais serem admiradas. 

A história do breve romance entre Madonna e Basquiat foi projetada no filme MADONNA E BASQUIAT, do canal Showtime.

Outro artista que também registrou a relação foi o nosso Eduardo Kobra, famoso por seus murais.

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