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ALERTA DE SPOILER!

Vale a pena assistir Sneakerheads?

A resposta é sim. A decisão de escolher assistir, se você gosta do universo sneakerhead, é simples: veja sem medo. Agora, se ao fazê-lo você irá gostar…aí é outra conversa.

A série conta (ou começa a contar) a história de Devin e seus “parças”. Devin é um sneakerhead aposentado que teve alguns problemas com o vício em tênis e que agora vive longe do game, casado e com filhos. Após 5 anos “out”, ele retorna a ativa ao tentar comprar um tênis limitado e se depara com um novo cenário e os players que comandam a cena agora. A saga começa quando ele, depois de tomar um L no drop, enganado por um reseller novato, reecontra com seu velho amigo Bobby, que o convence a voltar a cena e tentar fazer uma grana. Não precisa dizer que tudo dá errado e a dupla vai se metendo em uma confusão atrás da outra.

Para mim o primeiro problema da série está na história. Além de meio sem graça, ela não convence. Devin (Allen Maldonado) passa longe de parecer já ter sido um cara que alguma vez tenha gostado de tênis como um Sneakerhead e isso para mim foi difícil de engolir. Suas motivações também são rasas e nem sabemos qual o problema do passado o fez largar o game.

Bobby (King Bach) apesar de chato para c…é mais verossímil. Um típico sneakerhead que curte e conhece os tênis clássicos e tem um sonho de desenhar seu próprio modelo. Ele tenta a todo custo repatriar o amigo de volta ao game e tem planos mirabolantes (muitas vezes furados) para convencê-lo.

Nori (Jearnest Corchado), é uma reseller cheia de contatos e descolada. Começa bem, mas depois fica meio perdida na trama. Ela é a figura feminina da série e deveria ter uma importância maior, mas acaba apenas embarcando nas aventuras dos protagonistas, sem muita relevância. Mas tem potencial para mais, caso a série perdure. 

E o que falar de Stuey (Matthew Josten)?! Não tem a mínima importância para a história, é um cara totalmente descartável, porque nem é sneakerhead e nem tem nenhum objetivo na trama. Se era para ele ser o alívio cômico…digo que não deu certo.

Bem, a história se desenrola entre esses quatro personagens, apesar que apenas Devin e Bobby tem realmente alguma relevância (para essa história). A coisa vai se desenvolvendo de maneira esquisita, os objetivos vão mudando. Eles tem a chance de fazer a tal “grana fácil” muitas vezes, mas acabam escolhendo mal (ai que não desce, parace que os caras não sabem nada do que rola na cena) e tudo vai ficando meio chato e repetitivo. Ainda bem que os episódios são curtos.

Começa do mesmo jeito que termina, sem muita graça. Tem um gancho para uma possível segunda temporada, mas na boa, ela só deve acontecer se melhorarem demais a trama.

Poxa, mas não tem nada de bom? Calma, tem sim. O mais legal são justamente o universo sneakerhead que é o pano de fundo. Para quem gosta de sneakers e curte as lojas, celebridades e tudo mais, é bem legal ver tudo isso materializado na tela. Vários tênis legais estão lá: Jordans, Yeezys, Off Whites, Air Maxes, Air Forces. As lojas também estão lá: Flight Club, Unbeaten e outras famosas de LA e de Hong Kong também. Temos algumas poucas celebridades, mas estão lá: Jason Markk, Nigel Sylvester, Nick Young, Baron Davis, Lil Rel Howery e até um Mark Wahlberg fake (na verdade interpretado por Mark L. Walberg) .

A série tem boa vontade, mas na realidade é bem fraquinha. Dá para ter apenas uma boa satisfação de ver as coisas retratadas e pode quem sabe, ser um bom começo.  

Mesmo com pontos negativos, reafirmo: se você gosta do universo sneakerhead, veja. No final vai ficar com a mesma sensação que relatei, mas não ver será pior, pois tem um lado bom. Vai com boa vontade que rola.

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